14.7.09

Brrrrrrrüno

A partir de hoje, tenho uma nova entrada na categoria de ídolos. Está tudo lá, mas principalmente a ridicularização do povo americano recorrendo à matéria mais ridícula que eles têm e que são eles próprios.

Considerem que nunca viram nada se ainda não viram "Brüno". Se já tinham gostado do "Borat" e se achavam que ele não era capaz de ir mais longe... estão redondamente enganados!

13.7.09

Três coisas que não têm nada a ver...

... mas sobre as quais me apetece opinar em conjunto.

1 - Gaiola das Loucas, no Rivoli - Não sou adepto do La Feria, sou até bastante preconceituoso com as suas produções. Mas dou a mão à palmatória e ri-me que nem um perdido com este musical, no Rivoli, baseado na "Cage au Folles" ou mais recentemente (tipo... há uns 15 anos) no filme americano com o Robin Williams. Os actores são óptimos, os cenários, os vestidos, as piadas não são brejeiras e dá para passar umas horas com, quanto mais não seja, um sorriso nos lábios. Volto a dizer que este tipo de espectáculos faz muito mais pela abertura das mentalidades do que marchas, debates e afins...

2- About Schmidt. Sei que este filme já é antigo mas só no sábado o vi. E chorei, várias vezes. E também ri e também estive muito atento. O que por si só já fará dele um bom filme. O Jack Nicholson mostra o que é envelhecer e as reacções das pessoas perante uma pessoa que está a envelhecer. Foi uma boa surpresa de sábado à noite.

3- Herman na TVI. Coitadinho... O Herman está tolinho. É triste ver o que alguém faz por mais dinheiro e onde chega a ganância humana. Então já não lhe ficava melhor fazer outro tipo de coisas? Vi ontem de soslaio o programa dele na TVI e tudo me pareceu assim fraquinho, fraquinho... uma versão parolinha da Chuva de Estrelas. E um Herman muito apagado, envergonhado até por estar a fazer um tipo de programa que ele sempre criticou, numa estação de televisão que lhe serviu de material para as mais diversas caricaturas.

11.7.09

Se a minha vida fosse um filme do David Lynch...


Acordaria de noite, num descampado, deitado na terra batida. Ao longe, as luzes duma cidade iam-se formando à medida que conseguia adaptar-me à escuridão. Estaria vestido de gala, com um smoking alugado: no bolso, o cartão da loja: "Super Dog Fits". Mesmo em frente a mim, um anãozinho com Trissomia 21 aponta numa direcção. Olho e é uma construção de cimento, daquelas da electricidade, a uns 100 passos de mim. Levanto-me e aproximo-me dela. Começa a tocar um telefone com aquelas campaínhas antigas. Consigo abrir a porta e atendo: tudo o que digo retorna para mim como um eco e eu desligo, assustado. Corro em direcção às luzes da cidade e tropeço no mesmo telefone que atendi há pouco, caindo desmaiado.
Na cena seguinte acordo na minha cama: a Daisy está vestida com uma coleira da "Super Dog Fits". Levanto-me: a minha companheira de casa, uma loira chamada Leslie estranha-me ao sair do quarto e afirma que vieram procurar-me por causa do bilhete premiado num concurso. Visto-me à pressa e pelo caminho, no carro, vou vendo a publicidade aos novos condomínios de luxo na outra ponta da cidade.
Entro num prédio enorme, com carpete vermelha e mobília retro, onde reclamarei o meu prémio. Na sala principal está sentado um anão numa cadeira dourada, que me aponta a secretária, onde toca um telefone, que não atendo, e onde está apenas pousado um bilhete: "Congratulations John. You're know invited to join SDF Corporation".
Pego no bilhete e vou encontrar-me com os meus amigos, num bar de jazz. A sala está pouco cheia, a voz da ruiva deitada no piano ecoa por todo o lado, enquanto ela canta, pausando a melodia para sorver um trago de Blue Curaçao e arranjar o vestido vermelho escarlate. Todos a observam petrificados e eu queimo-me com a chávena de chá.
Ao sair do bar, um carro pára-me e obriga-me a entrar. Lá dentro, a minha colega de casa amarrada e amordaçada. Três homens de fato escuro, com óculos de sol e a inscrição SDF no bolso dos blazers. Pergunto o que se passa e um deles responde-me com uma voz fininha: "Paradise... paradise... paradise..."
São as últimas palavras que me recordo, antes de adormecer anestesiado. E de repente acordar, sentindo a terra batida por baixo do meu pescoço. De novo de noite e o anãozinho, bastante mais velho, gritando com as mãos na cabeça e pedindo-me: "Don't answer the phone!" transtornado, agitando-se e correndo pelo descampado.
Levanto-me, tenho a mão queimada pela chávena de chá mas noutro ponto que não naquele onde realmente me queimei. No bolso, o bilhete premiado e um telemóvel, chamando com um toque polifónico dos Beach Boys. Olho-o e hesito...

7.7.09

Murderer

Se uma destas duas pessoas morrer assassinado, fui eu que o matei, por isso, senhores polícias, poupem-se na investigação e venham-me logo prender, que eu render-me-ei facilmente. E são elas, pela ordem pela qual vou cometer os assassinatos:

- o Cristiano Ronaldo;
- o meu administrador de condomínio.

Para o primeiro já estive a pensar em tudo: vou um dia até Madrid, assim sem ninguém saber. Depois infiltro-me na imprensa que vai à conferência (tenho que perceber em que dia será ele a falar) e simplesmente disparo um tiro da assistência, assim em cheio num dos logotipos das marcas que ele tiver vestido. Imediatamente rendo-me e entrego-me às forças policiais.

O que me dificultará a vida para cometer o segundo assassinato.

Talvez espere por uma saída precária da cadeia ou incuta este ódio em alguém que me represente. Mas com o administrador de condomínio a coisa será mais rebuscada. Estou a pensar num choque eléctrico ou então em prendê-lo na porta assassina do meu prédio. Eu e a Daisy observaremos com prazer aquele corpinho pequenino estrebuchar até fazer pop e esguichar sangue na entrada do prédio.

Agora razões.

As do primeiro são óbvias. Quem é que aquele mentecapto se julga para me ocupar dezenas de horas de televisão. E com aquela cara de Travincas, vir-me dizer que acha justo a batelada de euros que foi paga por ele. "Iu Rial Madridi quismi i jo vinhi" Prestigiar Portugal? Não, não e não. Nem vou dizer porquê...

As razões do segundo assassinato: trata-se de uma personagem que se refere aos meus vizinhos angolanos como "pretos" mas que diz que "até são muito limpos". Que chama "filho da p..." aos cães que cá moram e que é tão ávido de coscuvilhice que causa nojo... Que vem falar com as pessoas com três pedras na mão e provavelmente deve votar no PP.

Aos dois: vão aproveitando enquanto respiram. I'll be back!

Muitos, mas mesmos muitos...

Parabéns!

E aquela música que tanto adoras... ou não!

Ao meu companheiro de tudo e cúmplice de jogo, que já tem 27...

3.7.09

Bora lá...

... que ao menos nas Cassetes está sempre bom tempo!

2.7.09

Extras

E se havia mês em que isto não tinha dado jeito nenhum era este.

Eu não me importo NADA de gastar dinheiro, desde que o tenha para gastar. Em viagens, livros, CD's, roupa, sapatilhas, cinema, teatro, escapadinhas, festas, presentes para quem gosto... you name it. Garanto-vos que se tivesse guito, teria dado sentido à música Big Spender.

Mas o que me custa... ai meu santo e bom Jesus... o que me custa... ter pago 167 euros por uma bateria para o carro (eu sei que fui chulado mas foi uma emergência super emergente e veio do ACP...) e logo na semana a seguir 170 euros no canalizador, por causa duma inundação não provocada por mim.

Meus ricos 300 e tal eurinhos, que abanão se me dá nas contas que vocês me tenham saído do bolso. E já que não tenho "paitrocínio", nem outra forma de obter rendimentos extra (a sério que já pensei fazer colares, como a Nucha), tenho que me aguentar nos pezinhos que isto o dia de receber ainda vem longe.

A todos nós, mísero proletariado, a quem 300 euros sem contar provoca um abalo considerável, uma palavra de esperança. Não serão todos os meses assim...

Depois de muito tempo percebi...


É tempo de pararmos de nos preocupar com aquilo que não podemos mudar. E ao invés disso, olhar para dentro de nós, que é donde vem a verdadeira mudança.

29.6.09

Tecnologia de ponta

Estava agora a pensar... Mesmo em relação às novas tecnologias, já há coisas que são velhas e decrépitas. Mesmo em assuntos da moderninadade, como Internet, comunicações móveis, televisão por cabo e emailing, já há coisas que estão totalmente ultrapassadas e que nos provocam aquele leve esgar de melancolia, tal como os vinis ou o papel químico.

Algumas das coisas modernas que já são antiquadas:

- o mIRC
- escrever e-mails para perguntar se está tudo bem
- dar toques de telemóvel
- deixar mensagens no voice mail
- perder o programa favorito porque não nos lembrámos (ok, isto é Meo...)
- gastar fortunas em chamadas e gastar dinheiro em SMS's
- fazer pesquisas no yahoo e no excite
- dizer o endereço web exacto e não apenas "procura no Google tal coisa..."
- disquetes e bipes
- PC's de secretária
- a antena esticável do telemóvel

Pensar que tudo isto, no final dos anos 90, era considerado moderno...

Passómetro

No meu passeio diário com a Daisy dou cerca de 2100 passos. É fraco, muito fraco. Para evitar engordar e manter uma actividade desportiva saudável, seriam precisos no mínimo 10.000 passos.

Daisy, vamos começar a conhecer as capitais de distrito!